Buscar
  • Agência Moulin

Sensibilidade. Uma competência antiga, mais atual do que nunca na nova economia.

Segundo artigo da série "Competências de um futuro do presente"



A gente quer falar de novos tempos, mas começaremos por relembrar um case relativamente antigo e muito emblemático. Um caso de falta de sensibilidade e, possivelmente, falta de comunicação e relacionamento entre cliente e agência.

Com essa história, o mercado todo aprendeu. Cá entre nós, o assunto (aliás, os assuntos) eram (são) mesmo muito delicados. A comparação não poderia ter sido mais infeliz ou... Insensível.


Atentado de 11 de setembro, uma violência provocada pelo ser humano. Tsunami, uma ocorrência geológica. Ambos mataram muita gente. O primeiro, em 2001, 2829 pessoas. O segundo, em 2005, 280.000 pessoas. Comparar isso em uma campanha para a WWF Brasil gerou muita polêmica para a agencia, que precisou pedir desculpas publicamente pela colocação publicitária: “O tsunami matou cem vezes mais gente do que o 11 de setembro. A natureza tem uma força brutal. Respeite-a. Preserve-a.”


Falta de sensibilidade de quem? Só da agência ou do cliente também?


O cliente disse que não aprovou a campanha, mas a agencia, inclusive, inscreveu a peça em prêmios internacionais, obviamente acreditando que não havia nada de errado com ela. Falta de diálogo ou de alinhamento entre cliente e agência?


Estamos falando de grandes tragédias mundiais à época de um mundo nem tão conectado assim. Por isso, ativadas as devidas proporções, o exemplo não poderia ser mais rico: falta de sensibilidade nunca foi perdoável (ainda bem). Imagine em um mundo pós-pandemia, absolutamente conectado, tecnológico e cada vez mais... Humano? Um mundo com assuntos de todos os tipos e delicadezas vindo à tona ainda mais rapidamente do que nunca?


Outro exemplo recente: no momento que o mundo inteiro clama por igualdade racial e fim do preconceito, a Bombril traz de volta um produto lançado originalmente em 1952, com o mesmo nome, “Krespinha”, em pleno ano de 2020. Falta de sensibilidade ou o quê?



Mas há marcas que realmente sabem usar a competência da sensibilidade. Um exemplo?

A Starbucks no Japão que lança a primeira loja de sinais no mundo para celebrar a conexão humana, ampliando as oportunidades de trabalho para pessoas com deficiências auditivas. Um espaço inclusivo que atua como uma ponte para a cultura de sinais e imerge o visitante neste mundo, graças à arte e à tecnologia. Um exemplo de sensibilidade e compromisso com a igualdade, a diversidade e a inclusão. Pura inspiração.




Para o ano que vem, pelos estudos divulgados no mais recente Fórum Econômico Mundial, em meio à 4ª Revolução Industrial, o mundo verá a consolidação de tecnologias. Inteligência artificial, robótica avançada e biotecnologia farão parte de um mercado em transformação. Como se preparar para ele?


A aposta da Moulin (e essa certamente deve ser umas das competências essenciais da nova economia) é simples, mas pode surpreender: com sensibilidade.





Essa “percepção aguçada” e essa receptividade desenvolvem no ser humano e nas marcas a faculdade de sentir afeto, compaixão, empatia e também inteligência emocional, além da capacidade de se adaptar a diferentes culturas. Sem essas faculdades estimuladas, como desenvolver o pensamento crítico e tantas outras competências ligadas à tecnologia? Sem sensibilidade, como ler os dados com profundidade e saber responder a eles?


Dicas da Moulin:


1.Saiba ouvir. Antes de defender (sua marca ou empresa) e muito menos antes de julgar um consumidor que faz uma crítica, ouça com atenção. Aprenda a ler as entrelinhas tanto quanto (ou mais) você vai ter que aprender a ler os dados. O que está por trás da reclamação ou sugestão? Como você pode usar essa opinião construtivamente?


2. Esteja aberto a aprender. As pessoas e/ou as empresas responsáveis pelo seu relacionamento com o consumidor estão abertas para isso? São sensíveis ou suficientes para criar respostas (e ações) surpreendentes e positivas?


3. Seja motivado e motive. Ajude a desenvolver o melhor de cada um. Isso vale para colaboradores e para consumidores. Ter postura de aprendiz é também uma grande competência.


Até a próxima!

11 visualizações
 
  • Instagram
  • Facebook
  • LinkedIn

©2019 by Agência Moulin.